A poluição da água é qualquer alteração das suas propriedades físicas, químicas ou biológicas, que possa prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar das populações, causar dano à flora e à fauna, ou comprometer o seu uso para fins sociais e económicos.
PRINCIPAIS FONTES DE POLUIÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

As principais fontes de poluição dos rios, lagos, ribeiros e toalhas de água - águas superficiais e subterrâneas, são as águas residuais resultantes da indústria, da agricultura e das actividades domésticas. As águas residuais estão carregadas de sais minerais, substâncias não bio-degradáveis, fertilizantes, pesticidas, detergentes e micróbios. Tornam a água imprópria para abastecimento público e põe em causa a vida dos seres vivos que habitam os rios, ribeiros e lagos.


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Também os oceanos e mares são afectados pela poluição - os acidentes com petroleiros que derramam petróleo para o mar e provocam as “marés negras”, a queima de resíduos no alto mar, a lavagem de porões dos cargueiros e petroleiros, os derramamentos tóxicos das indústrias feitos directamente para as praias ou costas, o despejo de lixo radioactivo das centrais nucleares, o funcionamento dos barcos a motor…

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Para além destes aspectos, devemos ter em conta que uma parte importante da poluição do mar é consequência da actividade humana na terra. Vejamos alguns exemplos:
  • Os resíduos sólidos, plásticos, vidros, trapos e outros materiais, deixados nas praias.
  • Os pesticidas e adubos utilizados na agricultura, que através da acção da chuva e da erosão do solo, contaminam as águas subterrâneas e os rios.
  • Os produtos e as águas residuais não tratadas que são lançados directamente para os rios, e através destes chegam ao mar.




DEFENDER E CONSERVAR A QUALIDADE DA ÁGUA

A defesa e conservação da qualidade da água é uma preocupação de vários cidadãos, instituições e países. Preocupados com o consumo excessivo da água e com o aumento da poluição, o Conselho da Europa proclamou a Carta Europeia da Água (Estrasburgo, Maio de 1968).


CARTA EUROPEIA DA ÁGUA
1. Não há vida sem água. A água é um bem precioso, indispensável a todas as actividades humanas.
2. Os recursos de águas doces não são inesgotáveis. É indispensável preservá-los, administrá-los e, se possível, aumentá-los.
3. Alterar a qualidade da Água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos que dependem dela.
4. A qualidade da água deve ser mantida a níveis adaptados à utilização para que está prevista e deve, designadamente, satisfazer as exigências da saúde pública.
5. Quando a água, depois de utilizada, volta ao meio natura, não deve comprometer as utilizações ulteriores que dela se farão, quer públicas quer privadas.
6. A manutenção de uma cobertura vegetal adequada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos de água.
7. Os recursos aquíferos devem ser inventariados.
8. A boa gestão da água deve ser objecto de um plano promulgado pelas autoridades competentes.
9. A salvaguarda da água implica um esforço crescente de investigação, de formação de especialistas e de informação pública.
10. A água é um património comum, cujo valor deve ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.
11. A gestão dos recursos de água deve inscrever-se no quadro da bacia natural, de preferência a ser inserida no das fronteiras administrativas e políticas.
12. A água não tem fronteiras. É o recurso comum que necessita de uma cooperação internacional.

Sendo a água um bem precioso e indispensável à vida, todos os cidadãos têm o dever de a defender, preservar e utilizar com cuidado.
Para defender e preservar a qualidade da água é necessário:
external image exclaim.gifTratar as águas residuais.
external image exclaim.gifPoupar água.
O tratamento das águas residuais é feito em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Este tratamento permite que a água que é lançada ao mar recupere as suas propriedades naturais.
Se quiseres saber como se faz o tratamento de águas residuais podes dar um “saltinho” às seguintes estações depuradoras: ETAR da Quinta da Bomba; ETAR da Região do Planalto Beirão; ETAR Principal da AGERE.

Para poupar água podemos adoptar no nosso dia-a-dia um conjunto de acções, tais como:

  • Ao lavar os dentes não deixes a torneira aberta com a água sempre a correr. Abre-a só para lavar a escova ou enxaguar a boca.
  • Prefere os duches aos banhos de imersão. Desliga o chuveiro enquanto te ensaboas ou lavas o cabelo.
  • Acumula as peças de roupa suja e lava tudo de uma só vez. Liga a máquina apenas quando estiver cheia e utiliza a menor quantidade possível de detergente. Se lavares a roupa no tanque, deixa a torneira fechada enquanto a ensaboas ou esfregas.
  • Antes de lavar louça, raspa os restos de comida e deixa de molho as peças muito sujas. Usa a máquina quando estiver bem cheia e com o mínimo de detergente. Se lavares a louça à mão... já sabes! Deixa a torneira fechada enquanto a ensaboas ou esfregas. Abre-a apenas na altura de a enxaguar.
  • Utiliza o autoclismo apenas quando for necessário. Deixa a válvula da descarga regulada para não gastar muita água.
  • Ao lavar o pátio ou o carro, em vez da mangueira, usa uma vassoura e um balde com água (que podes encher mais do que uma vez).
  • Ao regar as plantas do jardim usa um regador e não a mangueira.


Preserva e poupa a água. Lembra-te que os recursos de águas doces não são inesgotáveis.